13/3/2018

Deus nos d o dom da vida, por isso preciso viv-la de acordo com Seus ensinamentos




Deus nos d o dom da vida, por isso preciso viv-la de acordo com Seus ensinamentos



A responsabilidade de conduzir a prpria vida, reconhecendo-a como dom de Deus, muito sria e desafiadora. Uma tarefa que contempla responsabilidades profissionais, familiares e cidads. Pensar e julgar, de modo adequado, est entre os maiores desafios existenciais. O apstolo Paulo, em sua carta aos Romanos, mostra que superar dinmicas viciadas e obscuras nos modos de pensar e julgar regra de ouro. Um desafio a ser assumido por todos. Afinal, o exerccio de pensar e julgar determina procedimentos e escolhas que norteiam o conjunto da vida, a competncia para superar crises e encontrar novas respostas para os desafios cotidianos.

Frequentemente, esse exerccio est emoldurado de maneira rgida, por certa mentalidade vigente. Por isso mesmo, h dificuldade para admitir a necessidade de transformaes no prprio modo de pensar e julgar. A tendncia a cristalizao com pouca abertura para o diferente, para outras perspectivas que ensejem novas percepes. Perde-se, consequentemente, a oportunidade para enriquecer a prpria vida, conhecer mais e amadurecer a mundividncia. Na sociedade brasileira, o preo que se paga por esse aprisionamento mentalidade vigente, a carncia de novos lderes, alm da falta de credibilidade que se desdobra no caos poltico. Repetem-se esquemas e dinmicas, porque no h amplo engajamento em um permanente processo de renovao existencial.



A espiritualidade nas nossas escolhas



verdade que a capacidade para pensar e julgar, discernir e escolher, depende das prprias vivncias, da influncia cultural, familiar e de muitas instituies. Mas, acima de tudo, esse processo uma experincia eminentemente espiritual. Sem reconhecer a importncia da espiritualidade, a tendncia se encastelar nas prprias convices, sem a necessria disponibilidade para permanentemente reavali-las. So perpetuados vcios e modos equivocados de lidar com problemas, que exigem solues urgentes. Tudo torna-se mais difcil.



Quando a dimenso espiritual no ilumina a capacidade de pensar e julgar, as pessoas prendem-se mediocridade. No conseguem proporcionar s suas instituies o flego da renovao. Em vez disso, ganham espao a corrupo, a mesquinhez e a ganncia sem limites. Desconsidera-se a sabedoria que alimenta a lucidez. fcil constatar que a carncia de novos modos de pensar e julgar problema comum a governantes, lderes e muitas pessoas que integram o contexto social. Gente que apresenta um discurso articulado, mas que revela-se equivocado do ponto de vista tico-moral. Homens e mulheres que no se valem de critrios que objetivam o bem, a justia e a paz para interpretar, discernir e fazer escolhas.



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Sade fsica e mental



Investir na espiritualidade imprescindvel. Porm, o momento em que todos vo reconhecer a importncia da espiritualidade na fecundao de novos modos de pensar e julgar realidade distante. Isso porque, a cristalizao de convices obsoletas, perpetua nos indivduos, sentimentos ruins. Ora, ao se reconhecer que a espiritualidade fundamental para a sade fsica e mental, deve-se, tambm, considerar que a dimenso espiritual tem fora para fazer desabrochar a sabedoria. A espiritualidade permite enxergar at mesmo o invisvel. um fundamental remdio para romper com os parmetros da mediocridade, que so hegemnicos na sociedade brasileira.



O segredo para melhorar a realidade no abraar, incondicionalmente, convices que j esto cristalizadas, discursos polticos, partidrios e ideolgicos. Deve-se conquistar a liberdade que ultrapassa o apego ao dinheiro, pois, a ganncia aprisiona conscincias. A espiritualidade remdio que cura a doena das mentiras e do egosmo. A dimenso espiritual alimenta novos modos de pensar e julgar. Todos so convocados para uma autoavaliao, observando as prprias convices e formas de ver o mundo. Vale acolher a orientao espiritual e humanstica do padre Jos Tolentino, escritor portugus: Que os nossos olhos, feitos para olhar as estrelas, no morram olhando para os nossos sapatos.




Fonte: Cano Nova